sábado, 28 de fevereiro de 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
"A voz de Deus" - Agmar Resende
Vivências e visões da vida sob a ótica sensível da escritora mineira. Agmar Resende consegue fazer um livro em que encontramos humor onde nem se poderia ver humor, adicionado a histórias escritas em linguagem fácil, comentando e acrescentando, surpreendendo e trazendo o pensamento a funcionar.Com histórias reais, postas também como depoimentos de pessoas reais do seu convívio ou alguns outros que passaram pelo tema dor e sofrimento, faz o encaixe sobre o assunto, sem perder o fio a qu
e se propõe o livro: desconstrução da dor, da perda, do sofrimento.Apesar de contuntende, o tema abordado não peca em excesso de palavras óbvias, como as auto-ajudas que lotam as livrarias. Viaja em pontos de vista pessoais, elegendo e aceitando seus ídolos, expondo suas dúvidas, analisando o outro que passa pela sua vida e pergunta "não existe uma dessas em sua vida?". E existe. Isso nos leva a sorrir, além da emoção normal encontrada nos depoimentos inseridos.
Ótima leitura!
Link para encontrar o livro: "A voz de Deus" - Agmar Resende
"Os coxos dançam sozinhos" - José Prata
Livro que constrói a mente de um psicopata, o policial corrupto Porto Brandão, desde suas amarrações com a infância de abusos e violências, até sua visão fria e sarcástica do mundo em que vive.O pensamento velado, narrado em primeira pessoa, com tiradas irônicas e planejadas, a mente de um assassino em série. Mata suas vítimas, prostitutas loiras, gordas, porém é surpreendido por outro personagem que visita sua cena de crime a as imita.
Um final que surpreende aos menos atentos, mas que juntam-se como peças de um quebra-cabeças.
Levar-se pela viagem do psicopata é sentir a angústia por traz de uma vida desregrada e solitária, imaginando que o medo deixa de existir, dando lugar apenas ao ódio e ao que acredita ser verdade. O personagem Brandão recompõe inteligência, sagacidade, louc
ura, narcisismo.Um livro que lê-se de um fôlego só. Apenas há de acostumar-se às gírias portuguesas, que pouco conhecemos em nossa língua, bem como palavras traduzidas de forma literal, que deixa-nos a matutar a que se refere. Mas nada que a lógica da narrativa não esclareça.
Esse é para quem aprecia policiais e dramas psicológicos.
Recomendamos.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Escrever é esquecer
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de idéias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois ninguém fala em verso. sábado, 31 de janeiro de 2009
Lispectoriando...

"Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada."
"E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço."
"Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo."
"Eu sou mais forte do que eu."
"Divertir os outros, um dos modos mais emocionantes de existir."
"Senti que podia. Fora feita para libertar. Libertar era uma palavra imensa, cheia de mistérios e dores."
"Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem."
"Sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. Sou um coração batendo no mundo."
"A gente escreve como quem ama."
"Gosto dos venenos os mais lentos!
As bebidas as mais fortes!
Dos cafes mais amargos!
E os delirios mais loucos.
Voce pode ate me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
E daí
eu adoro voar!!!"
"Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda
que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro
para uma unificação inteira é
um dos sentimentos mais urgentes que
se tem na vida."
(Clarice Lispector)
sábado, 17 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Publicação do livro de Semiologia Médica "Exame Clínico do Adulto"
Com muito prazer, informamos que está sendo publicado em breve nosso livro de Semiologia Médica "Exame Clínico do Adulto" (Rilva Sousa-Muñoz et al.), pela Editora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Este livro é resultado de um projeto didático-pedagógico inserido no programa acadêmico de Monitoria da Pró-Reitoria de Graduação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e que teve como objetivo a padronização do ensino do exame clínico na disciplina de Semiologia Médica. Foram convidados todos os professores da disciplina de Semiologia Médica que, de acordo com suas possibilidades e disponibilidades, dispuseram-se a emprestar sua contribuição.
O livro ocupa-se da apresentação do conjunto de técnicas de observação clínica imprescindível na formação dos estudantes de medicina, em consonância com as metas de um treinamento voltado para a prática, visando ao desenvolvimento das habilidades psicomotoras e cognitivas requeridas para a formação do clínico generalista.
Trata-se de um livro técnico voltado sobretudo para o âmbito da graduação, para o aluno de Medicina, o monitor de Semiologia Médica e de outras disciplinas clínicas, assim como para o aluno do internato médico. Nesse contexto, o principal objetivo é no sentido de construir e aperfeiçoar o conhecimento semiológico para o desenvolvimento cognitivo e psicomotor do aluno no decorrer do curso, e a sua futura prática como médico generalista, em consonância com o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Graduação em Medicina. Como público-alvo secundário, pretende-se que este trabalho proporcione também reciclagem de informações semiológicas para profissionais médicos recém-formados e médicos residentes de clínica médica. Por outro lado, esse livro também se destina a professores que pretendem lecionar na disciplina Semiologia Médica do Adulto.
Vale destacar que não existem órgãos formadores para docentes de Semiologia Médica e a literatura pertinente não é homogênea nos conceitos relacionados a essa disciplina fundamental, dificultando a uniformidade do processo ensino-apredizagem em uma área extremamente importante do curso de graduação médica. Portanto, produziu-se um texto instrucional que os estudantes de Medicina utilizarão não somente durante o aprendizado inicial do exame clínico, mas que poderão consultar no decorrer de todo o curso médico e na sua pós-graduação ou residência médica.
Na produção desse livro, está implícita a idéia de que a tarefa didática, principalmente quando o principal objetivo é a formação adequada dos profissionais, e não apenas a educação de cientistas e pesquisadores, exige todo um trabalho de preparação e organização dos textos instrucionais, e tal tarefa deve ser feita predominantemente pelos próprios professores da disciplina em questão.
Percebe-se, de há muito tempo, na disciplina de Semiologia, a necessidade de uma padronização do ensino das técnicas semiológicas, para superar as diferenças verificadas até então, facilitar e estimular a aquisição das competências técnicas específicas necessárias ao aluno de medicina na sua iniciação ao aprendizado do exame clínico. Nesse contexto clínico, os livros didáticos podem proporcionar uma orientação fundamental para a aprendizagem prática. Por isso, salienta-se a conveniência e o proveito de se dispor de um livro feito sob medida, como este manual, além do fato de ser um trabalho conciso, considerando a extensão da matéria tratada e da orientação dirigida especificamente para estudantes de medicina e médicos residentes.
Além disso, a existência de um material didático adequado tornam desnecessárias as anotações em classe, que tanto distraem o aluno e, assim, tornam-se obsoletas também as aulas magistrais, propiciando a prática de aulas mais dialógicas. A adoção atual de um novo modelo de ensino advindo na prática pela introdução do novo currículo no curso de medicina possibilita que a obra seja adotada como texto de referência na disciplina de Semiologia.
Por outro lado, consideramos que são profusos os sinais e técnicas de exame clínico descritos nos livros-texto de Semiologia Médica, tanto antigos e não re-editados, quanto nos mais recentemente publicados. Tais livros de iniciação ao exame clínico pecam, muitas vezes, por repetir conceitos que talvez não sejam fidedignos ou válidos na realidade clínica.
Considerando a maior parte dos livros de Semiologia Médica disponíveis, alguns muito bons, porém um pouco difíceis em seu manuseio pelos alunos, “Exame Clínico do Adulto” pretende ser uma proposta simples e prática, no intuito de estabelecer uma padronização metodológica de qualidade.
Queremos - à parte a tautologia - salientar a importância da disciplina de Semiologia Médica no âmbito acadêmico. A Disciplina de Semiologia Médica (Departamento de Medicina Interna, Centro de Ciências Médicas, UFPB) compreende o aprendizado inicial do exame clínico no curso de Medicina. A disciplina é ministrada em um momento ímpar da formação médica, com reflexos sobre todo o restante da graduação e vida profissional. Representando uma prática pedagógica voltada para a construção de uma teoria/prática fundamental na preparação dos futuros médicos no cuidado ao paciente, a importância da Semiologia na formação do médico também é ressaltada nas novas diretrizes curriculares do curso de graduação em Medicina, na sua referência ao aprendizado basilar de técnicas de anamnese e exame físico.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
"O Amanuense Belmiro", de Cyro dos Anjos

"No momento preciso em que certos quadros se desdobram aos nossos olhos, quase sempre não lhe percebemos a intensidade lírica, nem lhe apreendemos a intensidade rica de poesia. Nosso olhar circula vago e às vezes quase indiferente. Mais tarde é que, através da memória vamos com os olhos da alma penetrar no âmago daquelas paisagens extraordinárias. Quanto o incosnciente é fino, sutil, receptivo, nos seus trabalhos subterrâneos!"
"Já não tenho com quem conversar, e isso é grave para uma pessoa que foge de conversar consigo mesma"
"Na verdade, no centro do nosso espírito, as recordações se transformam em romance, e os fatos, logo consumados, ganham outro contorno, são acrescidos de mil acessórios que lhes atribuímos, passam a desenrolar-se num plano especial, sempre que os evocamos, tornando-se, enfim, romance, cada vez mais romance. Romance trágico, bufo, ou sem nenhum sentido, conforme cada um de nós, monstros imaginativos, é trágico, é cômico ou absurdo."
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
And so this is Christmas...
So this is ChristmasAnd what have you done
Another year over
And a new one just begun
And so this is Christmas
I hope you have fun The near and the dear ones
The old and the young
A very merry Christmas
And a happy New Year
Let's hope it's a good one
Without any fear
And so this is Christmas (...)
("Merry Christmas" ["Was is over"], John Lennon)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Se...

domingo, 14 de dezembro de 2008
"O pobre homem rico" - Irwin Shaw

A saga da família Jordache, construída a partir de Axel Jordache, alemão que mudou-se para os EUA, depois de ser ferido da guerra e Mary, menina criada em um orfanato de freiras, sem conhecimento de quem seriam os seus pais verdadeiros. Os filhos Gretchen, Rudolph e Thomas, frutos de uma união instável, formam-se perdidos em seus mundos, soltos, sem referência de lar ou amor fraternal e familiar.Todas as expectativas dos pais concentraram-se em Rudolph, o filho que, segundo eles, daria o sucesso e a alegria que esperavam. Com essa especial atenção, o personagem ambicioso, vaidoso, mesmo contido em suas emoções e atitudes, estrutura-se e se auto-constrói para agradar e bem apresentar-se e, com isso, conseguir seu milhão almejado.
Gretchen, percebendo que com sua beleza poderia ser capaz de conseguir uma vida melhor, sede à febre das tentações, entregando-se ao milionário Teddy Boylan, personagem que tem um papel fundamental na trama, até quase seu final. Com Boylan, dá-se início a formação intelectual e personalidade de Gretchen.
Thomas, entregue a si próprio, tem apenas seus punhos, a tendência às brigas, o prazer que sente com elas, mostra a capacidade de mudança que pode-se conseguir, aprendendo com as próprias experiências e misérias que vive.
A trama dos Jordache passa-se entre 1945 e 1968, mostrando um retrato político da época da II Grande Guerra, e seu pós. Os caminhos que percorrem cada personagem, num livro que nos dá uma deliciosa leitura com estrutura descritiva de lugares bem feita, época e perfis psicológicos bem trabalhados, mostra-nos que as escolhas que fazemos traçam os rumos serão dados e que sem sempre as escolhas mais fáceis podem ser as certas.
Vemos, nesse trilhar dos Jordache, o alcoolismo, carência, revolta, solidão, ganância, ambição, traição, amores perdidos, perdão, luxúria...
Boa dica de leitura, para alguém que procura um livro-novela, bem escrito de fácil entendimento.
O livro foi adaptado para um seriado televisivo na década de 70.
Shaw dá continuidade à saga dos Jordache em "A vida segue".
Link para download: não encontrado.
sábado, 13 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
"O encontro das águas =crônica irreverente de uma cidade tropical" - Fernando Sabino

Crônica escrita por Sabino em 1976, construída em cima de uma viagem que faz a Manaus, onde o personagem Eduardo Marciano detalha as impressões sobre a cidade, suas construções, comércio, história. Descritivo, faz-nos ter a sensação que também viajamos pela cidade e nos deixa, por um lado, a nostalgia de querer conhecer o lugar, e, por outro, parece que descreve nossa própria metrópole, pelas semelhanças no crescimento mal planejado, nos monumentos históricos abandonados, nos mercados abarrotados, na miséria escondida.
Vale a pena ser lido, por tratar-se de uma obra de Fernando Sabino, mas quem não gosta de livros descritivos, não aconselho.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
"Relações perigosas" - Choderlos de Laclos

Um romance diferente em sua construção. Trata-se de uma reunião de cartas, cronologicamente encaixadas, que dá sentido ao texto, revelando os personagens, as armadilhas, os pensamentos velados, os interesses, vingança, sentimentos nobres e outros não tanto.O Visconde de Valmont e a Marquesa de Merteuil são os personagens que traçam a teia da intriga, construindo um cenário em benefício próprio, seus prazeres e manipulações de condutas humanas, sendo responsáveis pelo destino dos demais que se afiguram no romance.
Fala da ingenuidade construída pela educação severa obtida em conventos, da expiação pela culpa, da entrega à paixão sem limites, da crueza do espírito humano em seu egoísmo.
A paixão que o Visconde de Valmont simula para seduzir a Presidenta de Tourvel; a situação criada pela Marquesa de Merteuil para vingar-se de seu amante, tirando a ingenuidade de sua esposa prometida, a ingênua Cécile Volanges; a sedução pela sedução, além da infidelidade e devassidão de uma sociedade da época, corrompida pela embriaguez da luxúria, na França, prestes à eclosão da Revolução Francesa...
Um livro que nos deixa um pensamento em que o maquiavelismo pode ser encontrado em qualquer lugar, em qualquer humano, disfarçado, escondido e, talvez, nunca seja percebido.
Pela Marquesa de Merteuil, Laclos nos mostra como se construiu o espírito da personagem de forma magnânima, com estudos, observações, auto-disciplina.
Vale a pena conferir o romance.
Frases:
"A razão, já tão insuficiente para prevenir as nossas infelicidades, ainda mais o é para nos consolar delas"
"O amor é, como a medicina, apenas a arte de ajudar a Natureza"
"[A] miséria adquire valor na medida das privações que experimentamos. São as migalhas de pão caídas da mesa do rico: este as despreza, mas o pobre as recolhe avidamente e dela se nutre "
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
"O advogado do diabo" - Morris West
Blaise Meredith,clérigo, descobre que possui pouco tempo de vida, devido um carcinoma no estômago. Apesar da doença, é designado pela Igreja para investigar o processo de beatificação de Giacomo Nerone, morto 15 anos atrás, na Calábria-Itália, um personagem misterioso, com passado obscuro, tendo como desafio descortinar a estória, depondo como Advogado do Diabo, para construção de pontos de vista que deponham contra a beatificação, descobrir as razões do culto à memoria e analisar os milagres a ele atribuídos. Em meio às descobertas com os que conviveram com Nerone, vê-se num emaranhado de intrigas, inveja, maquiavelismo.A fé coloca à prova pelo personagem, tendo a morte como provocação de reflexões dos próprios ideais, das ideologias seguidas, da vida dedicada ao Vaticano, solitária, vista ao seu final, deparando-se com realidades escusas da Igreja, revendo conceitos e paradigmas.
Um final que surpreende, um livro que vale ser lido.
Frases:
"Na incredulidade, não existe pai, não existe relação. A gente não vem de parte alguma, não vai para parte alguma. Nossos atos mais nobres são destituídos de significado."
"Não é novidade alguma a gente ser solitário. Isso ocorre com todos, mais cedo ou mais tarde. Os amigos morrem, os membros de nossa família morrem. Amantes e maridos também. Ficamos velhos, doentes. A última e a maior solidão é a morte."
"Sinto a vida escoando-se de mim. Quando vem a dor, choro, mas não existe prece em meu pranto. Somente medo."
domingo, 21 de setembro de 2008
"Inveja" - Sandra Brown
Um livro de suspense, fácil leitura, que prende pelo malabarismo da autora em fazer pontes do irreal, que seria um romance escrito por um escritor misterioso, a própria estória desse e a ligação com os demais personagens.
Maris Martherly-Reed, editora, interessa-se pelo manuscrito enviado a ela e vai à procura do autor para comprar e publicar o livro que tem como título "Inveja", recluso em uma ilha na Geórgia.
Como um drama, quase um quebra-cabeças sendo montado, não se consegue parar de ler, tal como um romance policial.
Inveja, amor, ódio, vingança, ganância... São temas que fazem do livro.
Do enredo do livro, deixamos apenas esses breves comentários, para que não se perca a sensação de suspense que ele dá.
Download: [Não encontrado... infelizmente.]
"O testamento" - John Grisham
Herdeiros de uma imensa fortuna, lutando pela contestação do testamento de TroyPhelan, milionário que deixa seus bens a uma filha ilegítima, que todos os outros filhos e esposas desconheciam. Inicialmente narrado em primeira pessoa por Phelan, até o seu suicídio, ato cometido logo depois de assinar o último e polêmico testamento.
Passando pela ganância dos advogados e herdeiros endividados, o livro também envereda pelo mundo do vício, do alcoolismo e da luta de um dos personagens, Nate O´Riley, em manter-se "limpo".
O´Riley é o advogado que vai à procura da herdeira Rachel Lane, da qual sabe-se, além do nome, tratar-se de uma missionária que presta serviços em uma aldeia indígena no Estado do Mato Grosso, Brasil.
Da aventura de O´Riley nessa busca, sua crença em Deus é fortalecida, dando novos rumos a sua vida.
A descrição física da maioria dos personagens fica em suspenso pelo autor, recurso reservado a alguns poucos e secundários, não principais. Foca principalmente na ambição, cobiça, num mundo onde o dinheiro é a mola que impulsiona a maioria dos que fazem parte da trama de Grisham.
Download: "O testamento" - John Grisham
sábado, 13 de setembro de 2008
De Galileu
(Galileu Galilei)
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
"O apanhador no campo de centeio" - J.D.Salinger
Um fim-de-semana na vida de um adolescente Holden Caulfield, que, após reprovação nas matérias do internato que estuda, reluta na volta para casa, andando a sem rumo por NewYork, às vésperas do natal. Nesse tempo, o vazio e os pensamentos simplistas do personagens, narrados de forma a mostrar a visão de mundo sem fundamentos e sem sentido.O autor consegue ser fiel ao linguajar próprio da idade do adolescente, tanto em pensamento quanto nos diálogos, mostrando sua instabilidade emocional, com memórias soltas, idéias que se atropelam, aparentemente sem nexo.
Narrado em primeira pessoa, o livro tornou-se mais popular quando veiculado pela imprensa que inspirou Chapman ao assassinato de John Lennon, em 1980.
Download: "O apanhador no campo de centeio" - J.D.Salinger
sábado, 5 de julho de 2008
O plágio segundo Mário de Andrade
"Não sou de forma alguma contra o plágio em trabalhos de qualquer natureza, e muito tenho plagiado. Já roubei idéias artísticas, processos literários e pensamentos críticos (...). O plágio tem qualidades ótimas: enriquece a gente, desentorpece uma exposição intelectual do excesso de citações, permite a gente melhorar idéias alheias boas, mas mal expressas incidentalmente." (Andrade, 1939, apud Espinheira Filho, 2001, p. 34 -35)
sábado, 21 de junho de 2008
"Por um fio" - Dráuzio Varela

Livro escrito com esmero, cuidado, trata do histórico verídico do autor, médico oncologista, o trato com os pacientes terminais, a visão desses e, principalmente, relata a sensibilidade de um profissional que enxerga o paciente como humano, descrevendo suas histórias, emoções, angústias, além da da própria doença.
Seria um exemplar para se indicar a alguém condenado à morte por um mal sem cura? Não. É um livro que fala da vida e das tantas faces que ela se mostra, com tantos acontecimentos, tantas histórias, cada universo único que é o humano e a luta por um fio de vida, ou pelo rompimento do fio de vida que atormenta.
O que mais me chamou a atenção foi o fato de, apesar de tratar de um tema tão delicado, como a morte, não recorre ou justifica os males como vontade Divina. É um livro real.
Download: "Por um fio" - Dráuzio Varela
domingo, 15 de junho de 2008
"O sol também se levanta", de Ernest Hemingway
A história é um recorte na vida de um grupo de amigos boêmios, americanos e ingleses, na Paris nos anos 20. Com narrativa em primeira pessoa, o jornalista, Jacob Barnes, o protagonista, conta suas aventuras boêmias com dois amigos escritores, a bela e futil Lady Brett Ashley e seu noivo. Em busca de emoções fortes, saem de Paris e vão para Pamplona, na Espanha, onde assistem à fiesta de San Firmín, espetáculo com touradas. Estas são descritas como espetáculos mágicos, considerados pelo autor como maravilhosos e apaixonantes, apesar da crueldade envolvida. No meio, desenrola-se uma frustrada história de amor entre Jacob e Brett; eles se conheceram durante a guerra, quando Jacob sofreu uma mutilação, tornando-se impotente. Ela trata os homens como simples objeto e envolve-se com vários deles, apesar de ser comprometida. Não há maior profundidade nos personagens; eles são irônicos e parecem vivenciar uma espécie de vazio existencial, talvez o mesmo em que viveu o próprio Hemingway, durante a chamada "geração perdida".
sábado, 14 de junho de 2008
Sartre: Ler é se comprometer
segunda-feira, 9 de junho de 2008
"A casa do poeta trágico" - Carlos Heitor Cony
Depois de três anos de separação, Augusto recebe a visita da ex-mulher, Mona, na casa q foi construída para eles, em Itaipava.O encontro traz recordações da vida em comum, a trajetória desde o encontro, quando Augusto, em um cruzeiro pelo Mediterrâneo, observa Mona, uma jovem de 16 anos, ausente da realidade, enigmática, até essa observação tornar-se obsessão e persegue a adolescente até Nápoles, onde ela residia.
Mona recorda sua ânsia de sair da casa dos tios, a aparição de Augusto e seu pedido a ele que lhe conte "a história do mundo".

O livro denota os níveis por que passam um relacionamento a dois, as mudanças de comportamento e sentimentos, a diferença de idade entre os amantes (trinta anos). Também leva a pensar que o crescimento individual é moldado pelo convívio, da troca recíproca de experiências.
O título faz alusão a uma ruína na cidade de Pompéia, Itália, onde consta a inscrição "cave canem", cuidado com o cão, que acaba sendo uma alusão ao protagonista e seu cão Segredo, em sua casa de Itaipava.
"Ao fazer, tudo se reduz ao sim ou não, ao ficar ou partir."
"O homem - qualquer homem - é uma casa habitada por um poeta que, sabendo ou não sabendo, tem um sentido trágico"
Download: não encontrado.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Sobre KATHERINE MANSFIELD
KATHERINE MANSFIELDKatherine Mansfield ocupa uma posição relevante na área da ficção curta em inglês. Sua obra, conhecida em âmbito mundial, é usualmente analisada sob uma ótica simbolista devido à riqueza de suas imagens. A leitura de sua obra não ficcional, menos conhecida, revela os ideais éticos e estéticos que nortearam a sua produção criativa, entre eles a preferência por explorar imagens da Nova Zelândia. Em seu diário, que registra quase que ininterruptamente os fatos de sua vida entre os anos de 1907 e 1923, data de sua morte; escreveu cartas a diversos escritores contemporâneos onde se observam manuscritos de grande parte de seus contos e anotações sobre seu processo criativo.(Texto de Camilla Damian Mizerkowski , In: III Seminário de Teses e Dissertações em Estudos Literários, 2007)
domingo, 11 de maio de 2008
"A Beata Maria do Egito",de Rachel de Queiroz
"A Beata Maria do Egito" é uma história inspirada na tradição das beatas de Juazeiro do Norte, Ceará, no século 19, e escrita como uma peça de teatro. Na trama, que se passa em 1914, a beata Maria do Egito recruta populares para se juntarem à rebelião que Padre Cícero lidera em Juazeiro. Seu caráter revolucionário faz com que o latifundiário coronel Chico Lopes obrigue o tenente João a prendê-la, o que traz uma grande tensão ao enredo, causada pela iminência de um ataque dos romeiros. A situação é agravada pela atração que o tenente sente pela moça. Ao perceber o interesse da beata, que tenta conseguir a liberdade, o tenente decide mantê-la presa, apesar da ameaça do ataque popular à delegacia. Porém, o cabo Lucas simpatiza com a causa da Beata e entra em conflito com o tenente, enaquanto a delegacia está quase sendo invadida. Na situação, o tenente toma a beata como refém e o cabo tenta desarmá-lo, chegando, assim, na decisão entre dois amigos em uma luta de morte. Percebe-se na obra, a perfeição da linguagem, a clareza e realismo dos diálogos, os cenários nordestinos bem desenhados, a pesquisa histórica e a força indiscutível das personagens femininas. O desfecho final, não vou contar...Li o exemplar de uma edição antiga, uma relíquia encontrada em uma biblioteca pública.
sábado, 10 de maio de 2008
"A rosa tatuada" - Tennessee Williams
Trama sem muitas emoções, talvez mais interessante, se vista em cena, já que obteve prêmios, inclusive em adaptação a cinema.
Link para download não encontrado.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
"Zadig ou o destino" - Voltaire
O autor fala da monarquia, burguesia, a avareza, inveja, amizade, valores humanos, conhecimento.
"[As paixões] são como ventos que enfunam as velas do barco. Elas o submergem às vezes, mas sem elas não se poderia singrar. A bílis o torna colérico e doente, mas sem a bílis o homem não poderia viver. Tudo é perigoso neste mundo e tudo é necessário" (Grifo nosso)
"Os maus são sempre infelizes: servem para pôr à prova um reduzido número de justos espalhados sobre a terra e não há mal do qual não resulte um bem"
Download: Zadig - Voltaire
"Rumo ao Farol", de Virgínia Woolf
A história começa com a família Ramsay e amigos de férias numa ilha da Escócia durante a Primeira Guerra Mundial. A família recebe alguns convidados em sua casa de praia. Nesta fase, que acontece antes da guerra, vive-se uma atmosfera de felicidade ingênua na família. A Sra. Ramsey é o centro das atenções e a protagonista principal. Anos depois, os sobreviventes se encontram no mesmo lugar, e rememoram aquele momento. Aí se misturam questões banais, como o passeio de barco a um farol próximo, com os fatos traumáticos da Guerra. quarta-feira, 7 de maio de 2008
"A confissão de um filho do século" - Alfred Musset
Assim traça-se o início do livro o autor, retratando a juventude nascida da desilusão e pedidos em um absoluto tédio interior, com amores implacáveis e suas conseqüências.
Musset nos leva a refletir sobre o sofrimento do ciúme e suas nauseabundas liturgias cerebrais, trazido junto com o idílio amoroso supremo, o amor além de si.
Fala do apego e de formas de amar, do jovem libertino e do apaixonado, de ações fustigadas pelo veneno da desconfiança.
Otávio, jovem e romântico, apaixona-se e sofre, depois apaixona-se e sofre novamente. Essas paixões cobertas pelo véu da desconfiança, do êxtase de amar demais, do sofrimento de não saber, ou crer saber, ou apenas julgar saber.
Tudo escrito da forma loquaz do romantismo, permeado por prosopopéias, sinestesias, eufemismos... Bem ao estilo da época de Byron, um típico livro-filho do século, com direito a muitos suspiros e lágrimas.
Frases:
"Há, no homem, dois poderes ocultos que combatem até a morte: um clarividente e frio, prende-se à realidade, calcula-a, pesa-a e julga o passado; o outro tem sede de futuro e se atira para o desconhecido. Quando a paixão empolga o homem, a razão o segue chorando e advertindo-o do perigo; mas, logo que o homem atende à voz da razão, logo reconhece: 'é verdade, sou um louco; aonde ia eu?', a paixão lhe grita: 'e eu, vou então morrer?'"
"É agradável julgar-se infeliz, quando se é apenas vazio e enfadado"
"Tudo o que era deixou de ser, tudo o que será não é ainda. Não busqueis fora daí o segredo dos nossos males"
"Os touros feridos no circo têm a liberdade de ir deitar-se a um canto com a espada do toureiro nas costas e morrer em paz"
"Não confunda o vinho com a embriaguez, não tome a taça divina em que estiver bebendo como sendo a bebida divina, e não se admire de encontrá-la, à noite, vazia e quebrada"
Download? Não encontrei. Se alguém conseguir, avise.
Boa leitura!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
"Édipo Rei" - Sófocles
A tragédia fala do poder dos deuses gregos e sobre o destino de cada um.
domingo, 4 de maio de 2008
"De Profundis" - Oscar Wilde
Por se tratar de um escrito que não teve revisões por parte do autor, o documento (vou tratar a obra assim), dá-nos maior paixão de leitura, sabendo-o verídico e completo.
Para escrevê-lo, Wilde recebia uma folha de papel por vez e usava letras miúdas para que pudesse ter mais espaço de escrita (segundo a introdução do livro, escrita pelo filho do autor).
Enfim, no documento, Wilde acusa o amigo pela situação de prisão, falência financeira e moral em que se encontrava. Descreve a amizade, momentos passados juntos, os insultos, as perseguições do pai de Alfred Douglas e do próprio amigo.
Trata-se de um relato de amizade, amor, arrependimento, aprendizado e sofrimento.
A genialidade da obra é tanta que emociona, com coerência de pensamento, idéias claras e profundamente doloroso. Por vezes, lendo, percebemos a paixão com que é escrito, outras vezes vemos a raiva, a compaixão, um livro mágico, poético, apaixonante... Enfim, algo De Profundis.
Frases:
"O verdadeiro tolo, de quem os deuses zombam e a quem tentam destruir, é aquele que não conhece a si próprio"
"O sofrimento é o nosso meio de vida porque é o único meio através do qual temos consciência de existir, a lembrança dos sofrimentos passados nos é necessária como um testemunho, uma prova de que continuamos a manter a nossa identidade"
"Os erros mais terríveis da vida do homem não acontecem porque ele é um ser irracional - um momento de irracionalidade pode tornar-se o mais belo momento da vida -, mas porque ele é um ser lógico"
"Os pecados da carne não têm nenhuma importância: só os pecados da alma são vergonhosos. São enfermidades cuja cura - se é que devam ser curados - cabe aos médicos"
"As coisas mais importantes da vida são exatamente aquilo que parecem ser e por essa razão, embora talvez isso lhe pareça estranho, são muito difíceis de interpretar. Mas as pequenas coisas são símbolos e é através delas que recebemos mais facilmente as lições mais amargas"
"Lamentar as experiências vividas é uma forma de impedir o próprio desenvolvimento. Negá-las é colocar uma mentira nos lábios da própria vida. É nem mais nem menos do que a negação da alma."
"Não há verdade que se compare ao sofrimento. Há momentos em que esta me parece ser a única verdade. Outras coisas podem ser ilusões dos olhos ou do apetite, feitas para cegar um e saciar o outro, mas é o sofrimento que tem construído os mundos, há sempre dor no nascimento de uma criança ou de uma estrela."
"Em cada instante da nossa vida, somos sempre tanto aquilo que iremos ser quanto aquilo que já fomos"
Teria muitas outras passagens para postar, mas o espaço aqui, assim como o tempo que corre, tem de ser medido e bem calculado.
Boa leitura!
Download: (Click no nome->) De profundis - Oscar Wilde
sexta-feira, 2 de maio de 2008
"As intermitências da morte" - José Saramago
Ano novo, em um país imaginado pelo autor, as pessoas deixam de morrer. O Governo (como é particular de todo Governo) acalma, dizendo que não há motivos para alarde, que nomeará uma comissão para analisar o ocorrido, reuniões, etc... Se morrer seria motivo de crise, deixar de morrer seria alarmante? Paradoxo. Aí entra a onda de patriotismo, alegria, crise dos agentes funerários... Até a não morte tornar-se um problema. Os doentes se acumulam nos hospitais, a rainha-mãe não morre para dar lugar ao novo rei... E o papel da Igreja? Pedem a Deus que mandem de volta a morte! Vão à fronteira do país para que os doentes terminais parem de sofrer, cria-se o tráfico de doentes para a morte (a "máfia"). Situação delicada com os países vizinhos...
Até que a morte toma forma, dando outro rumo ao livro. Nesse ponto, particularmente (opinião própria, claro!), o livro perde um pouco a característica, o brilhantismo do início. As pessoas são avisadas por carta a data de sua morte, até que a carta a um determinado habitante sempre volta, a morte não consegue entender o motivo. Daí... daí leia o livro para saber a resposta!
Apesar da pontuação louca, ausência de letras maiúsculas, vale a pena ser lido.
Bem ao estilo Saramago, naquela forma ininterrupta de escrever, como se fosse num fôlego só.
Simplesmente surpreendente, empolgante.
Frases:
"A religião é assunto da terra, não do céu"
"A Filosofia precisa da morte tanto quanto a religião. (...) Filosofar é aprender a morrer"
"As religiões não têm razão para existir que não seja a morte. É para isso que existimos. Para levarmos todo o tempo o medo pendurado no pescoço e, chegada a hora, olham a morte como uma libertação"
Download: As intermitências da morte - José Saramago
quinta-feira, 1 de maio de 2008
"Quando Nietzsche chorou" - Irvin D. Yalom
Josef Breuer, personagem principal, a pedido de Lou Salomé (figura que consta na biografia de Nietzsche), tenta tratar as dores e angústias de Nietzsche com a Psicanálise, sob o argumento daquela que o amigo estaria para cometer suicídio. O tratamento se dá, porém havendo a reversão do profissional como paciente, paciente como analista.
Sigmund Freud como personagem secundário, cartas de Nietzsche endereçadas a Lou Salomé, Wagner, amigos e irmã, além de histórias paralelas de envolvimentos pessoais de analista com pacientes...
O bom do livro é ser lido imaginando-o não-ficção, sentindo a trama como real, pois assim percebe-se mais densamente o mistério a o suspense do romance, que se lê vorazmente.
Pessoalmente, achei que o final foge um pouco à trama, mas não deixa de ser bem escrito e nostálgico.
Frases e passagens:
"A escolha do sobrenatural é sempre enfraquecedora. Ela sempre torna o homem menos do que é. Amo aquilo que nos torna mais do que somos! (...) A esperança é o derradeiro mal."
"Assim como ossos, carne, intestinos e vasos sanguíneos estão encerrados em uma pele que torna a visão do homem suportável, também as agitações e paixões da alma estão envolvidas pela vaidade; ela é a pele da alma."
"(...) Jamais alguém fez algo totalmente para os outros. Todas as ações são autodirigidas, todo serviço é curto-serviço, todo amor é amor-próprio. (...) Cave mais profundamente [e verá] que aqueles que ama, não os ama de fato. Ama as sensações agradáveis que tal amor produz em você! Ama o desejo, não o desejado."
"Você pode voar, mas não se pode começar a voar voando. Primeiro tenho de lhe ensinar a andar, e o primeiro passo a aprender a andar é entender que quem não obedece a si mesmo é regido por outros. É mais fácil obedecer a outro do que dirigir a si mesmo."
"Se você matar Deus, terá também de deixar o abrigo do templo. (...) O espírito do homem se constrói a partir de suas escolhas. (...) Caso escolha ser um dos poucos que participam do prazer do crescimento e da alegria da liberdade sem Deus, terá que se preparar para a máxima dor. Eles estão interligados e não podem ser experimentados separados! Se desejar menos dor, terá que escolher, à semelhança dos estóicos, a renunciar ao máximo prazer."
"Uma árvore precisa enfrentar tormentas para alcançar uma altura digna de orgulho. A criatividade e a descoberta são gerados na dor. É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante"
E tantas, tantas e tantas outras passagens que, se fosse colocar aqui, não teria sentido indicar o livro para leitura. Leria aqui mesmo.
Download: Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalom






