terça-feira, 29 de abril de 2008

Jane Eyre, de Charlotte Brontë

“Jane Eyre” é uma viagem à Inglaterra vitoriana. Órfã, Jane Eyre vive infeliz na casa da tia, que a maltrata. Tudo muda quando ela é enviada a uma escola, onde consegue se tornar professora. Apesar da rigidez das regras vigentes, encontra a oportunidade de aprender e expandir a sua inteligência. Após seis anos, decide procurar um trabalho, e o encontra no Castelo Thornfield Hall, como perceptora da jovem Adèle, a pupila de Edward Rochester, dono do castelo, por quem Jane acaba se apaixonando. É um sentimento correspondido. Rochester admira a inteligência de Jane e sua retidão moral. Ela é a imagem da feminilidade, embora seja considerada sem atrativos físicos. Como tudo se passa na época vitoriana, observam-se características de uma ordem social muito austera. Rochester propõe-lhe casamento e ela aceita. Sem Jane saber, estava prestes a transpor as “normas” da sociedade em que vivia. A verdade é conhecida em frente ao altar. Jane descobre que Rochester já era casado, com uma mulher chamada Bertha que, entretanto, enlouquecera. Para que ninguém soubesse, ele a mantinha escondida no sotão do castelo. Jane foge. Após alguns dias de fome e frio, ela é recolhida por John Rivers e suas irmãs. Após se restabelecer, Jane resolve voltar e descobrir o que se passara com Rochester, um ano depois que fugira de sua casa. Encontra-o cego, pois o castelo fora incendiado pela louca, e ele perdera a visão ao tentar salvar todos. Como Bertha morrera no incêndio, Jane decide se casar finalmente com Rochester. Este livro parece uma história romântica como outras tantas já escritas, e a forma como tudo acontece faz lembrar os romances que se vendiam nas bancas de jornal, em periódicos do tipo “Júlia” e “Sabrina”, muito populares nos anos 80. Mas não é nada disso. Trata-se de um clássico da literatura, e retrata a emancipação de uma mulher e de seu espírito livre em uma época em que as mulheres só tinham dois caminhos, o casamento ou o convento. Jane Eyre tinha um espírito independente e altivo, diversamente das mulheres do século XIX. Ela conhece os piores momentos da sua vida, consegue reconstruí-la e toma o seu destino nas mãos.

2 comentários:

Maravilha disse...

Fiquei com vontade de ler esse livro, pela resenha.
Valeu!

Graça disse...

Ah, Cassinha. Este é um dos livros que eu li na minha adolescência. Muito muito lindo.