Este livro contém um misto de ensaio e memórias; é um testemunho pessoal da autora, Lya Luft, sobre sua própria experiência do amadurecimento. A sua leitura nos proporciona uma sensível visão sobre o envelhecer da mulher. Como se o leitor fosse um amigo imaginário da autora, é convidado a refletir; é como se a autora estivesse dialogando com o seu leitor.
Assim, Lya Luft discute sobre velhice, amor, família, liberdade, homens e mulheres, valores da vida... e conclui que o tempo passa mas as nossas emoções não mudam muito, e que "é preciso reaprender o que é ser feliz". Às vezes, a leitura torna-se um pouco repetitiva, mas nesta repetição percebe-se que o texto torna-se uma conversa, e tem-se a impressão de que ela está contando seus segredos, como está escrito na própria orelha do livro ("como se estivesse tendo uma conversa ao pé do ouvido"). No final, temos a oportunidade de refletir que realmente há beleza no amadurecimento, há vida, enfim, depende do modo como olhemos para esse processo.
"Por que necessariamente agora, com o corpo agrandado, pele menos suave, rugas e experiência, estarei em declínio e não em transformação - como tudo o mais?" (p. 90)
"Perdemos muito tempo tentando iludir o tempo. Fatalmente amadurecemos mas não nos sentimos mais serenos, nem estamos mais contentes" (p. 114)
"O bem-estar e a alegria residem nas coisas mais triviais: esse é um dos aprendizados que o tempo nos dá. Por isso, a essa altura é mais simples ser feliz" (p. 135)
“Entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas mas nos proporciona uma sucessão de ganhos. O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar.”
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