

Um espaço para leitores compulsivos, diletantes, apaixonados, atrevidos, viajantes... Parafraseando Jorge Luis Borges, sempre imaginamos que o paraíso fosse uma espécie de livraria. E não é?!


O criador da Psicanálise, o médico Sigmund Freud, escreveu muito e escrevia muito bem. Suas "Obras Completas" compõem-se de 24 volumes e incluem ensaios relativos a aspectos da prática clínica, uma série de conferências que delineiam toda a teoria, além de monografias especializadas sobre questões religiosas e culturais. Referência usada nesta postagem: PASQUALI, S. Uma "Crítica" (Sic) a Psicanálise Freudiana... Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2043394. Acesso em 24 jan 2010.

Luís da Silva, personagem-narrador do livro, é um funcionário público que vive só com uma empregada surda, num casebre em Maceió/AL, repleto de ratos, onde se vê e ouve a rotina dos vizinhos próximos. Órfão desde novo, desenvolve uma auto depreciação, um senso crítico exagerado, preso a sombras do passado, cheio de frustrações, onde figuras como o avô, o pai e outras presenças funestas povoam suas lembranças.
“Atraímos sobre nós sofrimentos desnecessários quando exageramos a extensão da nossa dor”
"Nunca se deve consentir em rastejar quando se sente um impulso para voar."
"No mundo maravilhoso do Espírito, senti-me tão livre como se estivesse no outro mundo."
"Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos. Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; gozem de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso."
"Apesar de o mundo estar cheio de sofrimento, ele também está cheio de superação. Meu otimismo, por isso, não repousa sobre a ausência do mal, mas na grata crença da preponderância do bem e no esforço contínuo de cooperação com o bem, para que ele prevaleça."
Após a leitura desse livro, foi preciso ler mais sobre a autora e sua vida. Helen Keller (1880-1968) foi cega, surda e muda durante toda sua vida. Aprendeu a ler aos 10 anos de idade.Sempre chamava a atenção para a falta de apreciação e valorização dos próprios sentidos pelas pessoas ditas normais, algo que normalmente não se percebe quando se tem.
Foi educadora, escritora e advogada de cegos porque tinha grande poder de realização. Percorreu vários países promovendo campanhas para melhorar a situação dos deficientes visuais e auditivos.
Superou todos os obstáculos que lhe foram impostos, tornando-se uma notável personalidade do século XX. Graduou-se em Filosofia. Ao longo da vida recebeu títulos honorários de diversas instituições importantes, como a Universidade de Harvard, e foi nomeada membro da Legião de Honra da França.






Bem ao estilo de Machado de Assis, como se conversasse com o leitor, o livro trata de irmãos gêmeos, Pedro e Paulo Santos, filho de Natividade e Agostinho, tiveram seu futuro previsto por uma cabocla conhecida como detentora de poderes de adivinhar o futuro. Para os gêmeos, disse "cousas futuras", grandiosas; sobre o passado, que eles brigaram no útero da mãe.
e opiniões, poderes políticos, abolição da escravatura. Todos emblemados nos discursos dos personagens. Entre eles, Aires, amigo da família, figura que alinhava como coadjuvante, mas que possui papel preponderante no livro, pois é dada a ele os relatos escritos, como se fossem achados em cadernos os registros que seguem o romance, mas narrado em terceira pessoa.
lias inteiras, até os fazendeiros que articulam preços insignificantes da colheita de frutas e algodão, aproveitando-se da oferta de mão-de-obra abundante e carente. Viver em condições sub-humanas, luta pela vida.
volta, percebe que estivera enganada, que aquele homem que via, depois de tantas correspondências, nada tinha do que imaginava e nem supunha como poderia ter arranjado tal amor. 

Quando guardamos apenas conosco marcas de nossas vidas, segredos não revelados, mentiras contadas como verdades, ou elas nos envenenam ou nos fecha para o mundo. Essa é a sensação que o livro nos deixa, ao deitarmos a última página e finalizarmos a leitura.

Para quem conhece a arte de tocar violão ou guitarra, a forma com que ele descreve sua maneira de dedilhar, como desenvolveu sua técnica, o andar entre trastes e cordas como se fosse uma teoria própria, mas para quem conhece, torna-se uma viagem.
Clássico da literatura, a peça de teatro de Shakespeare "A megera domada" é algo que não pode deixar de ser lido.
personalidade de Catarina. Aliado a estratégia traçada, arma um plano para conquistar Bianca, disfarçando-se de professor e fazendo de seu criado ele mesmo, para apresentar-se a Batista como mais um pretendente, enquanto encontra-se livre para fazer a corte à amada.
Livro policial, tendo como protagonista Philip Marlowe, detetive particular, contratado para seguir Eleanor King (ou Betty Mayfield ou Sra. Kingsolving), onde não lhe foi revelado as razões de informar os passos ou destino da mesma. 
Virginia Woolf escreveu: Este é um trecho de seu livro "Acerca de estar doente"."Considerando como a doença é comum, como é tremenda a mudança espiritual que traz, como é espantoso quando as luzes da saúde se apagam, as regiões por descobrir que se revelam, que extensões desoladas e desertos da alma uma ligeira gripe nos faz ver, que precipícios e relvados pontilhados de flores brilhantes uma pequena subida de temperatura expõe, que antigos e rijos carvalhos são desenraizados em nós pela ação da doença, como nos afundamos no poço da morte e sentimos as águas da aniquilação fecharem-se acima da cabeça e acordamos julgando estar na presença de anjos e harpas quando tiramos um dente, vimos à superfície na cadeira do dentista e confundimos o seu "bocheche... bocheche", com saudação da divindade debruçada no chão do céu para nos dar as boas-vindas - quando pensamos nisto, como tantas vezes somos forçados a pensar, torna-se realmente estranho que a doença não tenha arranjado um lugar, juntamente com o amor, as batalhas e o ciúme, por entre os principais temas da literatura".
